sexta-feira, 13 de maio de 2016

doença ...

 
A doença é geralmente tida como o oposto de saúde mas, porventura, as coisas não são assim tão “lineares” … quase sempre a doença é originada por uma alguma espécie de desequilíbrio no nosso sistema biológico e/ou emocional … há como que um terreno que se torna propício para a manifestação desse desequilíbrio … desequilíbrio esse, ou desequilíbrios esses, que por vezes passamos dias, quem sabe semanas, quem sabe meses, quem sabe anos a fazer por ignorar ou simplesmente menosprezar … até a doença nos fazer confrontar com essa evidência de forma drástica … obrigando-nos a esse confronto, obrigando-nos a essa reflexão, obrigando-nos simplesmente a parar na nossa marcha impetuosa rumo a, tantas e tantas vezes, lado algum …
Quando estamos doentes temos simplesmente que “parar”, temos que relegar para segundo plano todas as outras prioridades que se tornam algo “relativas” face a essa premissa tão fundamental como seja a de recuperarmos a nossa saúde … como seja a de, em determinadas circunstâncias, de sobrevivermos …
E como a doença consegue ser tão eficaz nesse propósito de nos recordar o incomensurável valor que a saúde tem. De alguma forma, é um “lugar comum” ouvir e dizer que a saúde é o bem mais precioso que existe … mas relativamente à compreensão desse axioma em toda a sua plenitude por vezes precisamos mesmo de passar por um processo de doença para adquirir a plena compreensão do seu significado …
Não significa isto, claro, que devemos desejar sequer ficar voluntariamente doentes, que não devemos fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para ter um estilo de vida saudável e equilibrado … mas se a doença surge … abraça o descanso a que ela te obrigada, escuta tudo aquilo que ela te possa dizer … e sorri com a máxima plenitude quando a tua saúde plena regressar.

Pedro Jorge Pereira – SAÚDE INTEGRAL